terça-feira, 22 de outubro de 2013

Confissões de [minha] caneta



O que escrever nessas páginas em branco?
Essas que estão a se seguir
Sem discernir
Apenas existem
Esperam
A [minha?] escrita,
Que virá, ah, sim, virá...

Fico pensando:
Tantas linhas
Tantas palavras caberiam nelas
Nas linhas, ali, estas.
Indecisa que sou,
Querendo todas as possibilidades abraçar, conhecer, envolver, relatar...
Mas estou eu, aqui, tentando escolher a correta, a melhor, a mais bonita, a mais adequada
Para cada espaço
em cada um dos riscos
das linhas
das folhas
das páginas.
A cada uma que escrevo, morrerem diversas outras possíveis!
Afinal, não seria esta a matemática
            da linguagem,
            da escrita,
            da vida:
da mesma forma como começamos a morrer quando nascemos,
e da mesma forma como posso enxergar meio copo cheio ou meio como vazio...

O que importa? Quando...

...no final, o que queremos saber é
qual será o título da obra
e o que veio primeiro:  "o ovo ou a galinha?" -
a palavra escrita, a caneta ou o risco dessa linha na folha dessa página [da minha vida]?





segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Azedo de limão

Hoje tomei um copo de limão
Limão puro
Com medo de manchar a mão
Lavei-a
Levei-o à boca
Bebi

O gosto era azedo
Em um só gole
Impossível de tomar
Passível de engasgar

Mas o azedo se fez doce ao passar
Paladar agradável
Incrivelmente saudável

E então eu vi,
Que de azedo mesmo
Só o copo de limão que eu tomei
Na minha vida eu tinha.

Então orei, para que o azedo
Que tantos experimentam
Se torne doce em breve.

Faz bem reconhecer.



 ______________________________________________
 
Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. 
Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados.
Hebreus 12.11 (NVI)

Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus. 
Que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando a muitos.
Hebreus 12.15 (NVI)
 

Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados.
Hebreus 12:11
Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados.
Hebreus 12:11
Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus. Que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando a muitos.
Hebreus 12:15
Além disso, tínhamos pais humanos que nos disciplinavam, e nós os respeitávamos. Quanto mais devemos submeter-nos ao Pai dos espíritos, para assim vivermos!
Hebreus 12:9
 
 
Além disso, tínhamos pais humanos que nos disciplinavam, e nós os respeitávamos. Quanto mais devemos submeter-nos ao Pai dos espíritos, para assim vivermos!
Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade.

Hebreus 12:9-10
Além disso, tínhamos pais humanos que nos disciplinavam, e nós os respeitávamos. Quanto mais devemos submeter-nos ao Pai dos espíritos, para assim vivermos!
Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade.
Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados.

Hebreus 12:9-11
Além disso, tínhamos pais humanos que nos disciplinavam, e nós os respeitávamos. Quanto mais devemos submeter-nos ao Pai dos espíritos, para assim vivermos!
Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade.
Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados.

Hebreus 12:9-11

sábado, 17 de agosto de 2013

Coisas que o Silêncio me traz


E aqui estou eu
Tentando achar as respostas de Deus
E aqui estou eu de novo
E de novidade não há nada
Sempre na mesma estrada
De tentar descobrir
O que descoberto não está, nem será

É assim que eu faço
É assim que fazemos
Tentamos
Torcemos
Voltamos
E vemos
Que o que pedimos
É o que já temos

Mas no silêncio me coloquei
Por isso disso - dessa essência, essencial - lembrei
Foi preciso, tão preciso e precioso
Equilíbrio me traz
Sensibilidade e paz
do Pai vem
Para que eu escute bem
O que está no ar
E para que eu enxergue
O que as estrelas que não vejo querem me mostrar
Meu estado
Quem sou
A verdade que restou
Ao despir minh'alma
Velada
Agora, revelada:
Sou pó.

Mas ainda me falta
Aquela retomada
Aquela clareza que um céu de inverno tem
Fecho os olhos
Espero a Voz
Aquele rugir
Que vem e gela, estremece
E me faz temer de novo
Restaurando
Reestruturando
Renovando
Todo o meu ser
Para poder descansar
naquela relva que macia se estende
Abaixo do Sol
Que aquece
Tudo aquilo que não se esquece
Quando se está só com o Sol

O vento vira som
A paisagem, uma arte
E minha vida, felicidade.

São essas coisas que o Silêncio me traz
Porque, para mim, silêncio não é ausência
É a presença
Da Companhia mais Real



A verdadeira ausência
aperta o meu peito
Não penso direito
Palavras me vem
Tudo me retém
Tudo me distrai
Tudo se contrai
Em segundos, tudo se vai

Mas eu sei que volta
E revolta
E esqueço
De vir
Aqui pro Silêncio
"Não fui eu" - eu ouvi.
"Não sumi nem parti,
Foi você que não veio
E o tempo passou, calou
E afastou, atrasou tudo o que te prometi
Mas que ainda tenho aqui no Silêncio
Preparado
Separado pra ti".

Em quietude me deito,
Sem medo ou receio
De que o barulho vai vir
Agora, já é noite
Meu desejo é que o Silêncio não saia de mim
Me acompanhe, me guie no que se seguir...



Em pé

"Se por acaso pareço
E agora já não padeço
Um mal pedaço na vida
Saiba que minha alegria
Não é normal todavia
Com a dor é dividida

Eu sofro igual todo mundo
Eu apenas não me afundo
Em sofrimento infindo
Eu posso até ir ao fundo
De um poço de dor profundo
Mais volto depois sorrindo

Em tempos de tempestades
Diversas adversidades
Eu me equilibro e requebro
É que eu sou tal qual a vara
Bamba de bambú-taquara
Eu envergo mas não quebro (2x)

Não é só felicidade
Que tem fim na realidade
A tristeza também tem
Tudo acaba, se inicia
Temporal e calmaria
Noite e dia, vai e vem

Quando é má a maré
E quando já não dá pé
Não me revolto ou me queixo
E tal qual um barco solto
Salto alto mar revolto
Volto firme pro meu eixo

Em noite assim como esta
Eu cantando numa festa
Ergo o meu copo e celebro
Os bons momentos da vida
E nos maus tempos da lida
Eu envergo mas não quebro"

(Lenine)

Perfeição

Dá pra ver um pequeno bichinho do tamanho de uma unha ali no centro quase invisível? Incrível, não?! - foi fotografado no meu primeiro mergulho no mar.


"Seja observando o Universo de um telescópio ou o Universo de um microscópio, nós não conseguimos evitar de nos maravilharmos perante a variada complexidade de uma Criação ordenada e organizada. Da galáxia a uma formiga a um átomo, ficamos admirados com esse mosaico intrigante. O aparato interno de nossas mentes é literalmente inconsebível em sua complexidade, contendo talvez cem bilhões de neurôneos. E além disso está o mistério da consciência humana, que confunde a imaginação. Como o Salmista afirmou, certamente somos formados de modo assombrosamente maravilhoso." (Freedom of Simplicity - Richard J. Foster)


Mistério do Planeta




Vou mostrando como sou
E vou sendo como posso
Jogando meu corpo no mundo,
Andando por todos os cantos
E pela lei natural dos encontros
Eu deixo e recebo um tanto
E passo aos olhos nus
Ou vestidos de lunetas,
Passado, presente
Participo sendo o mistério do planeta

O tríplice mistério do "stop"
Que eu passo por e sendo ele
No que fica em cada um,
No que sigo o meu caminho
E no ar que fez e assistiu.

Abra um parênteses, não esqueça
Que independentemente disso
Eu não passo de um malandro,
De um moleque do Brasil
Que peço e dou esmolas,
Mas ando e penso sempre com mais de um
Por isso ninguém vê minha sacola

Someone is there




Someone is there
Waiting for my song
I'm only looking
for someone to sing along
Deep in the sky
Down where treetops bloom
I know my heart will always lead me back to you
I know my heart will always lead me back to you

Someone to lose my heart for
who stops the rain and tears
someone that brings me flowers
someone who cares for me

Someone is there
waiting for my song
I'm only looking
for someone to sing along
When all my dreams
finally reach yours
we will apprise and maybe find the word "true love"
we will apprise and maybe find the word "true love""

(Ella Kudmi)



sexta-feira, 16 de agosto de 2013

15 de Março de 2013

Neste exato momento, vos escrevo fazendo uma das coisas que mais amo fazer - e antes que os que me conhecem pensem que seja estar viajando, o que não deixa de ser verdade, já adianto que não me refiro a isso e explico - estou olhando o céu. Um céu limpo, estrelado, lindo.

Há exatamente 1 mês atrás eu me encontrava em uma situação idêntica. Há exatamente 1 mês, eu olhava o céu, um céu que está marcado na minha mente e coração para sempre. O céu dos meus sonhos. Era minha última noite em Tromso, na Noruega, onde por 10 noites presenciei um dos fenômenos mais lindos da natureza, um fenômeno que era um dos meus maiores sonhos.

Mas, ao mesmo tempo, há um mês, eu me encontrava em uma situação ironicamente contrária a de hoje. Ao invés de uma noite a 30°C, estava -20°C. Ao invés de cercada por seca, sertão e terras áridas, era muita neve, floresta, mar e águas por todo lado. Ao invés do hemisfério sul, era hemisfério norte. Ao invés de trabalho, era férias...





Hoje reaprendo uma lição que aprendi há exatamente um mês atrás e que, na verdade, Deus tem me lembrado sempre que eu volto meus olhos pro céu - Ele é sim muito Grande, age sobrenaturalmente nas mais profundas causas e nos mais complexos problemas que temos, mas Ele age naturalmente nas pequenas coisas, e está presente na simplicidade, na felicidade do ordinário, do natural, da natureza, da humanidade. Ele me ensina a perceber que graça mesmo não é só poder comer em um bom restaurante, usar uma boa roupa, ter um bom trabalho. É poder experimentar todo dia a comida da mãe, sentar em volta da mesa com a família, com bons amigos, é poder não morrer de frio, poder não esmorecer de calor, é ser util e ter habilidade de falar, escrever, ver, tocar, ouvir, conviver... Não é a balada do sábado, a festinha de quinta, o barzinho de qualquer dia, é ter os amigos pra compartilhar todos momentos. Não é o local onde está, mas como você está. Não é a viagem dos sonhos, é a volta para casa.

Para quem não lembra, há um mês eu fui marcada como a pessoa mais competente em ser loser e conseguir ser assaltada - e ter a mala roubada - num dos paises mais seguros do mundo! Agora, um mês depois continuo desastrada, desengonçada, enfim, sortuda pra caramba... A diferença está nos olhos, no olhar, no compreender que não interessa quem você é, mas sim Quem está moldando como você é...

Deus é Grande, eu sou pequena. Ele vai a frente, eu vou atrás - ainda que tropeçando, às vezes bem distraída - sigo o caminho, olho pro alto e contemplo o que me completa.

E quando me perguntam por que eu amo olhar o céu, digo uma das poucas constâncias da minha vida. Amo olhar o céu, as estrelas e a lua pelas lembranças que me trazem esperança, não apenas as de um mês atrás, mas de toda minha vida, desde quando sentava no quintal com meu irmão mais velho, os inúmeros acampamentos, fogueiras...

Volto meus olhos para o céu pela sensação que me dá: a realidade da minha pequenez diante da grandeza de Deus, fico assim maravilhada e preenchida pela simplicidade da Sua paz submentida e submissa sob a imensidão do Seu poder.

E, por fim, só sei o quão bom é simplesmente ter vida, estar viva, e se sentir viva em abundância (que só a percepção da graça emite no nosso coração).

Boa, linda e magnífica noite!